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domingo, 2 de setembro de 2007

O vazio

Caminho sob a noite escura
Com o mundo atrelado em minhas costas
Não sei se a escuridão é que penetra em meu coração...
Ou se meu coração é que emana a escuridão...
Nesta noite escura, sem estrelas.
Compartilho com a escurão
O vazio do meu coração

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Saudades do meu luar


Poeminha fraco, mas acho que o que vale é a intenção...


Aí que saudades do meu luar!!!
Saudades do meu luar queijo prato,
Do meu luar queijo de minas.
Do meu luar cheedar que aparece ao cair da tarde
E brinca de colorir todo o meu céu.

Daquele que mesmo quando não vejo,
Sei que está lá.
E fico imaginando como estaria.

Agora meu luar se escondeu,
Nem as estrelas sabem onde ele está.
Sei que irá voltar logo, mas....
Aí que saudades do meu luar!!!!

terça-feira, 1 de maio de 2007

Em homenagem ao primeiro de maio!!!!


Contra o relógio
Por Luís Adonis Valente Correia (extraído da revista Língua Portuguesa)




Há um problema de comunicação externa que é comum a todas as empresas.Com jornadas de trabalho cada vez maiores, as pessoas perdem contato com o mundo exterior, aquela área diversificada e vital que fica logo ali, depois que se retira o crachá.
Absorvidos por assuntos relacionados exclusivamente ao trabalho, redefinimos nossos contatos e interesses, sem conceber espaço para pessoas de outros ambientes. Muitas vezes, nem para família.
-Alô, meu filho, há quanto tempo. Não fala mais com a sua mãe? Você tem se alimentado? Tem dormido...
-Mãe, pode pular o questionário padrão? Tenho novidades mas não tenho tempo.
- O que houve?
-Fui promovido! Houve uma reestruturação e...er...peraí um minuto.
Mais de um minuto depois...
-Oi, voltei. Bom mexeram na empresa e agora eu...er...peraí, so um minutinho.
Mais de um minutinho depois...
-Mãe? Ta aí ainda? Bom sou o novo diretor e...peraí de novo. Ta difícil. Só mais um minutinho.
Só mãe esperaria.
-Mãe, desculpe.
-Meu filho, que correria! Esse cargo de diretor é muito puxado.
-O problema é que com a reestruturação que fizeram, eu acumulo os cargos de motorista, recepcionista e segurança. Ah, e também o de diretor, claro.
-Filho, confio em você dirigindo a empresa mas não dirigindo carro. Não corra. Lembre do seu tio...
-Pô mãe!Isola. Bate na madeira.
- Não me fale em bater. E não fique falando “pô!” que eu não gosto. Que coisa feia.
- Mãe, a sua neta fala “caraca” e você reclamada de mim falando “pô”?!
- Não gostei de você como motorista de empresa. Será que você não pode guiar só os negócios?
- Não, não dá.
-Se você bater o carro, vai perder o cargo de diretor?
-Mãe, você atropelou a minha paciência.
- E como recepcionista? Vai usar uniforme?
- Não, não vou precisar.
- Acho que deveria. Fica mais arrumadinho. E o trabalho de segurança? Também não gostei. É perigoso esse negócio de guarda-costa. Vi um filme com o Kevin Costner e...
- Mãe, é segurança no trabalho.
-Desarme-se, meu filho. É muita promoção para uma pessoa só.
-Os tempos são outros.
- Já ouvia isso do seu avô. O que eu conto para as minhas amigas? A final, você é diretor ou motorista?
- Sou multitarefa. Polivalente.
- Elas vão achar que isso é economia informal!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Poemeta saudoso



Sob as cândidas margaridas,

Jaz um rosto pálido e frio,

A face de outrora macia,

de outrora rosada,

de outrora feliz....



E com ela jaz enterrado,

O cheiro de café e doce,

O som das conversas e risadas,

Os fantasmas e lembranças da infância....


Ai que saudade!!!

quarta-feira, 7 de março de 2007

Curta reflexão sobre o movimento estudantil....




Foi-se o tempo em que ser estudande de uma Universidade Pública era sinônimo de engajamento pelas causas sociais importantes ao país.

Foi-se o tempo em que os militares perseguiam os estudantes dos centros acadêmicos pois estes representavam um perigo e um questionamento ao poder estabelecido. Era o grande auge e o último suspiro da força estudantil.

Depois disso vieram poucas manifestações de importância para o movimento, a maior delas foram os caras pintadas, que com uma pequena manipulação da mídia, foram os "responsáveis" pelo Impeachment do Presidente Collor. Seguia-se aí o óbito da força estudantil.

Os revolucionários que me desculpem, mas faço esta pequena retrospectiva para mostrar a minha extrema indignação com relação aos estudantes dizem querer mudar este país. Este movimento tornou-se algo sem causa, agora tudo é motivo de manifestação, e isso tornou-se tamanha bagunça que hoje vieram interromper uma aula para convidar os estudantes para uma manifestação em homenagem ao dia da Mulher, que irá protestar contra o machismo, a discriminação de cor, raça e classe social e contra a vinda do presidente Bush para o Brasil.

Alguém já viu tamanha salada? Até mesmo os próprios estudantes que não participam do movimento estão fazendo brincadeiras com isso.É uma indignação sem causa, o protestar apenas pelo protestar...

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Remords Posthume



Tenho uma amiga que me ensinou muita coisa desde que cheguei à "Selva de pedra", devo à ela muitas das coisas que adquiri aqui, inclusive sua maravilhosa amizade. Lendo seu blog, a última postagem me chamou muito atenção. Principalmente uma frase que gostaria de adaptá-la à minha visão de mundo...


"E quem disse que tudo precisa ter sentido?"

O racional muitas vezes deixa o mundo escapar.

Tira a magia que há em sentir.

Muitas vezes até as palavras, que criam mundos...

Filtram das coisas a intesidade e o mistério do sentimento.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Os vôos de Ícaro




Era um menino levado. Quando nasceu, escorregou da mão do médico e foi parar na mão de uma enfermeira que estava arrumando os instrumentos usados na cirurgia e que por sorte treinava basquete nas horas vagas. Este fato lhe rendeu o nome de Ícaro, nome esse que não se sabe se fez jus à personalidade, ou se a personalidade é que se desenvolveu por causa do nome.
O fato é que, tal como a mitologia diz, este Ícaro era fascinado por voar e tudo o que se relacionava aos céus: aviões, balões, pipas, estrelas, planetas, estas coisas.
Era muito levado, pulava do muro para o chão, da árvore para o chão, do telhado para árvore e assim se aperfeiçoando. Era figurinha carimbada nos consultórios médicos: perna quebrada, pé quebrado, braço quebrado. O doutor Manuel sempre dizia ao garoto “voar é com os pássaros, um dia você não se concerta mais de tão quebrado que já foi.”, mas ele não se amedrontava.
Seu pai, um fabricante de colchões, vendo que os conselhos médicos não surtiam efeito e os prejuízos causados pelas constantes visitas aos médicos, construiu uma parafernália que denominou “os sapatos alados de Ícaro”. Era uma câmara acolchoada com uma cinta protetora e um caminho de concreto no qual era possível andar por cima do caminho, ou ficar pulando do caminho para o chão, a sensação de voar era proporcionada pela cinta, presa no teto da salinha.
Este foi o melhor presente que o menino já ganhara na vida, uma maneira de voar sem precisar de avião, era tudo o que sempre desejou. Passava dias inteiros brincando naquela salinha e o tempo passou rápido, tanto que um dia, a salinha era pequena demais para ele.
Era chegada a época de enfrentar o mundo lá fora, chegara a época de ir à escola. Nunca fora um aluno exímio, perdera a quantidade de vezes em que se atrasou para escola, porque ficou olhando um avião cortar os céus. Era bom apenas em geografia e história tudo relacionado aos céus: sistema solar, planetas e a corrida espacial.
Nos primeiros anos, queria ser astronauta, mas viu que a Nasa dava muito trabalho, daí mudou de idéia, queria ser piloto de avião. Fechava os olhos e se via de uniforme, cortando os ares do mundo, seria o melhor piloto que o país, jamais vira.
Seria piloto de avião comercial ou entraria para esquadrilha da fumaça?



CONTINUA

Medo



Dizem que as crianças nascem sem medo de nada, pois o medo é algo criando quando não conhecemos as coisas por completo. Está nos livros de psicologia, o medo é algo que impõem as crianças.
Joãozinho desça do balanço, assim você vai se quebrar todo menino!; Marianinha não saia na rua se não o homem do saco vai te levar e nunca mais te traz de volta. Estas são muitas das coisas que ouvimos quando crianças. E assim crescemos, e muito do que ouvimos não prestamos mais atenção, o medo some e outras coisas ainda passamos para as próximas gerações.
O medo é um instinto do homem primitivo, um instinto de preservação. Quando há algo semi-conhecido a primeira reação é o medo. Este instinto ajudou o homem a manter sua raça viva na crosta terrestre, porém este instinto quando em exagero não é benéfico.
O que seria dos desbravadores se não enfrentassem o medo, e daqueles que fizeram as guerras. O teatro inclusive foi um meio que os gregos usavam para expurgar as emoções e fazer com que seus guerreiros não sentissem medo durante a batalha.
Pena que o teatro não existe mais para este fim, pois estamos precisando expurgar nossos medos antes de sairmos de casa. A sociedade de hoje vive acuada, penso que existe mais perigos em se botar a cara para fora de casa hoje, do que existia na época pré-histórica.
Eu tenho medo, e você?

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

O homem com armadura de ferro...


Para aquele que me impede de vestir minha armadura...aquele que faz as coisas valerem à pena.


Finalmente acabara. Olhava com grande entusiasmo e admiração para sua grande obra: era a armadura perfeita. Prateada, coberta de ferro, diamantes, fibra de vidro, tinha sido projetada para se tornar uma arredoma impenetrável.Lembrou-se da primeira vez em que idealizou este projeto: era jovem apaixonado e inocente, sofreu uma grande decepção e queria tanto se isolar de tudo e de todos que colocou no papel sua grande idéia.Tentou mais algumas vezes, mas quanto mais se machucava, mais apareciam idéias de formas e materiais que deixariam seu projeto cada vez mais interessante...Formas de se tornar inacessível.Agora estava pronta, olhava para sua peça com a admiração de um pai que olha para um filho que acabara de nascer. Precisava se arrumar... tinha uma grande festa para dar, uma festa de despedida, depois da festa iria se isolar de seu mundo....Estava muito entusiasmado, nunca mais precisaria sofrer.A festa foi maravilhosa, com todas as pompas e despedidas que se dá a alguém que viaja para bem longe, vai morar no exterior, ou mudar de cidade. Era chegada a hora.Exatamente a meia-noite pegou sua armadura, vestiu-a e foi dormir. Sonhou com um mundo só seu onde não tinha ninguém a não ser uma pequenina rosa como distração e companhia...Assim os dias iam se passando, seu sonho estava se tornando realidade, não possuía mais a companhia de ninguém, todos os que tentavam se aproximar, até mesmo querendo tornar-se seu amigo, ficavam assustados com a aquela aterrorizadora armadura. Passou a se isolar do mundo e dele sentia falta...Como em seu sonho, agora tinha apenas uma rosa como companhia, a rosa não falava, não se expressava, mais também não o machucava.Ficara igual ao Doutor Frankstein, que querendo superar a morte, acabou vendo sua criatura virar-se contra o criador. Devagarinho estava morrendo, morrendo de solidão...Uma noite deitou e acabou sonhando com um outro mundo, um mundo onde todos que amava estavam ao seu lado...tinha acabado de morrer, seu espírito não agüentou de solidão.